Gonet reitera pedido para que Mendonça libere todo conteúdo de celular de Vorcaro
13 Sep, 2026
Gonet reitera pedido para que Mendonça libere todo conteúdo de celular de Vorcaro Na tarde dessa sexta-feira, 11, o presidente do STF, Edson Fachin, havia solicitado a disponibilização integral das mensagens de Vorcaro Clique aqui e escute a matéria O procurador-geral da República, Paulo Gonet, reiterou neste sábado, 12, o pedido para que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça libere integralmente o acesso dos demais ministros da Corte às mensagens extraídas pela Polícia Federal (PF) do aparelho celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. "Parece-nos relevante, sobretudo e especialmente dadas as peculiaridades da causa, que todos ministros tenham conhecimento prévio da integralidade dos dados necessários para a formação de juízo sobre o tema posto em debate", afirmou Gonet. Na tarde dessa sexta-feira, 11, o presidente do STF, Edson Fachin, havia solicitado a disponibilização integral das mensagens de Vorcaro. Mendonça, no entanto, afirmou que não estava com o celular do banqueiro e que os dados extraídos do aparelho estão em um envelope lacrado em seu gabinete. Horas depois, o ministro tornou públicas outras partes da investigação que ainda estavam sob sigilo, sem liberar o acesso às mensagens. A manifestação de Gonet neste sábado ocorreu em um novo pedido de acesso ao conteúdo, feito por Gilmar Mendes. O ministro afirmou que manter as informações em segredo "não é compatível com as regras e a praxe de julgamento no âmbito desta Corte". "Tal providência é necessária para que seja assegurado a todos os Ministros o conhecimento de todas as informações relevantes para o julgamento, já que a subsistência de acesso assimétrico ao acervo informativo compromete a paridade entre os integrantes da Corte e, em última análise, a própria colegialidade que deve presidir o julgamento", disse. Além de Gonet e do vice-procurador-geral, Hindemburgo Chateubriand Filho, o pedido deste sábado é assinado pelos subprocuradores-gerais André Carvalho Ramos e Antônio Edílio Magalhães Teixeira. Em meio à guerra de ofícios entre os ministros do STF, o PGR concedeu à dupla atribuição para se manifestar nos processos.