Aceleração da adoção da IA nas grandes empresas é o nosso foco, diz CEO do Cubo

admin
14 Sep, 2026
A aceleração da inteligência artificial é um dos focos mais fortes do Cubo Itaú no momento. Em conversa exclusiva com o Mobile Time nesta segunda-feira, 14, Paulo Costa, CEO do hub de startups e inovação, afirmou que seu objetivo é acompanhar e ajudar grandes empresas parceiras do espaço a acelerarem a adoção da IA com ajuda das startups. Atualmente, o Cubo tem 550 startups em sua comunidade e 12 hubs com grandes empresas, como TIM, Accenture, Cisco, Vale, NTT Data e o próprio Itaú, que atuam em setores como agronegócio, finanças, educação e energia. No entanto, a IA permeia todas elas, é transversal e permite que os hubs se cruzem e conversem com startups para acelerarem suas demandas e produtividades. Agora, em prol da aceleração da IA em seu ecossistema, o Cubo conta com dois novos movimentos: - O lançamento do AI Native Founder, um programa de residência para startups nativas em IA; - A criação de uma equipe no Vale do Silício, na Califórnia, nos EUA, em um movimento para mapear tecnologias de IA de ponta que possam ser usadas por empresas latino-americanas. Programa de IA do Cubo No programa para startups, o Cubo vai selecionar 30 startups. Diferentemente de outras ações do gênero, Costa afirmou que a nota de corte de R$ 1 milhão de receita anual foi flexibilizada para focar no potencial de crescimento acelerado das novas entrantes. “Os critérios do Cubo sempre foram R$ 1 milhão de receita, inovação e time. No atual momento da IA, às vezes, a empresa e seu fundador podem ganhar escala rápido com sua solução”, disse Costa, ao complementar que a atualidade também permite a criação de “eunicórnios”, que é uma startup com mais de US$ 1 bilhão de valuation. Sobre as métricas que pretendem avaliar, o executivo afirmou que ainda não existem, pois desejam desenvolver um novo método e modelo de trabalho para entender a maturidade do momento da IA. Contudo, as avaliações vão caminhar por ganhos de eficiência e redução de custos operacionais para grandes corporações. Sobre o perfil das 30 startups, Costa afirmou que mira naquelas que fazem FinOps e governança para a era da IA, o AIOps, assim como no ganho de produtividade a partir de produtos digitais e cibersegurança. Cubo no exterior Para a estratégia na Califórnia, o CEO do Cubo afirmou que haverá uma equipe própria, sem uso de freelancers ou de profissionais de meio período. Esse time está em construção e será composto por especialistas de: - AIOps e governança de IA com foco em ajudar as grandes empresas na adoção de grandes modelos de linguagem (LLMs), consumo de tokens e definição de limites de segurança (guardrails); - Engenharia de software para acelerar o desenvolvimento e a tropicalização das soluções com low-code e vibe coding; - Cibersegurança, que é vista como um tema estratégico das empresas na era da IA. Esse time terá como missão identificar e se conectar com startups internacionais para encontrar soluções que ajudem as corporações a resolverem seus problemas com tecnologia de fronteira. Vale dizer que esta não é a primeira presença internacional do Cubo. O espaço de inovação tem um prédio pequeno em Montevidéu, no Uruguai, com 50 startups e 10 grandes companhias apoiando para suprir suas demandas no Cone Sul, além de presença na Colômbia e no Chile. Estrutura do Cubo Para esta publicação, Costa disse que o Cubo tem atualmente 550 startups em sua comunidade, sendo 100 delas em outros países. Essa escala foi obtida a partir da pandemia da Covid-19, em 2020, quando precisaram manter a comunidade ativa de forma digital. Isso permitiu dar escala à sua operação, em especial com o retorno ao trabalho físico em 2022. Hoje, 120 startups estão fisicamente no Cubo em São Paulo/SP. Com isso, 60% das startups do seu ecossistema estão online: “Nós deixamos de ser só uma estratégia física e nos tornamos multicanal. E isso faz com que deixemos de ser um hub da Vila Olímpia, deixamos de ser um hub de São Paulo, deixamos de ser inclusive um hub apenas no Brasil”, completou. Atualmente com 800 pessoas entrando no Cubo em São Paulo/SP diariamente e com mais de 400 eventos por ano, o hub foca apenas em startups B2B. Questionado se a atração de startups B2C está no radar, o CEO foi categórico: “Não. B2C não está no radar nesse momento. O modelo operacional do Cubo é construído historicamente para o corporativo”. Imagem principal: Paulo Costa, CEO do Cubo Itaú (divulgação)