Ex-estrategista de Trump cria imagem de IA com Moraes usando tornozeleira
15 Sep, 2026
O ex-estrategista de comunicação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Jason Miller,fez novas críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O norte-americano publicou no X, antigo Twitter, uma imagem produzida por inteligência artificial que retrata o magistrado usando uma tornozeleira eletrônica. A imagem foi publicada na noite deste domingo (13). Na postagem, Miller também compartilhou um trecho de uma reportagem do jornal britânico Financial Times que aborda a crise no STF em meio às investigações relacionadas ao Banco Master. No texto reproduzido por Miller, a divulgação de informações sobre o caso teria colocado Moraes entre os principais alvos de um escândalo de corrupção relacionado ao colapso do banco, ocorrido no ano passado, que teria envolvido US$ 10 bilhões. A nova publicação se soma a uma série de manifestações de Miller contra o ministro. O ex-assessor de Trump já fez mais de 50 referências a Moraes em suas redes sociais. No último dia 1o de setembro, Miller publicou outra imagem criada por inteligência artificial envolvendo o magistrado. Na montagem, Moraes aparece segurando uma placa com as inscrições “Banco Master” e “R$ 129 milhões”. Na legenda, o norte-americano afirmou que o ministro “está com sérios problemas”. Antes disso, no dia 1o de abril, Miller comentou um relatório produzido pelo Comitê Judiciário da Câmara dos Estados Unidos que fazia referências à atuação de Moraes. Na ocasião, escreveu que “o cerco está se fechando” sobre o ministro. Já em 8 de março, o ex-estrategista utilizou a expressão “Tick-tock, Xandão” ao comentar reportagens sobre mensagens trocadas entre Moraes e Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. A frase faz referência a uma contagem regressiva. As manifestações de Miller contra Moraes se intensificaram ao longo de 2025, período em que ele também passou a publicar conteúdos em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As declarações ocorreram durante o processo que levou à condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, no qual Moraes atuou como relator.