Redes sociais superam sites jornalísticos no acesso a notícias

admin
18 Sep, 2026
O dado é do ‘Digital News Report 2026’ , da agência inglesa de notícias Reuters . E 77% das pessoas, segundo o estudo do Reuters Institute , consomem vídeos de notícias online semanalmente. 12h35 – de São Paulo Redes sociais e plataformas de vídeo tornaram-se, pela primeira vez, a forma mais utilizada de acessar notícias online no mundo, superando sites e aplicativos jornalísticos. O dado é do ‘Digital News Report 2026’ , da agência inglesa de notícias Reuters . E 77% das pessoas, segundo o estudo do Reuters Institute , consomem vídeos de notícias online semanalmente . “Big techs” resistem à aprovação do projeto que remunera os jornais Para Luís Mauro Sá Martino, doutor em Ciências Sociais e professor da Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação (FAPCOM), o levantamento confirma um cenário que já orienta a formação de profissionais de comunicação na instituição: ensinar a informar com profundidade num ambiente marcado por vídeos curtos e notificações constantes. — A atenção sempre foi disputada pelos meios de comunicação, mas as plataformas digitais transformaram essa dinâmica em uma competição permanente. Isso muda a forma como as pessoas se informam, aprendem e se relacionam com o conhecimento — afirma o professor. Contexto Na avaliação do pesquisador, o problema não está necessariamente nos formatos curtos, mas na predominância de uma lógica de consumo fragmentado. Vídeos rápidos, segundo ele, podem até funcionar como porta de entrada para temas complexos, desde que não se tornem a única via de acesso a eles. — Vídeos curtos podem informar, despertar interesse e até incentivar o aprofundamento de um tema. O problema surge quando questões complexas passam a ser consumidas exclusivamente dessa forma, pois algumas exigem contexto, reflexão e tempo para serem compreendidas — explica. Desafio O cenário atravessa diferentes fases da vida: crianças e adolescentes crescem em contato com estímulos rápidos, enquanto adultos também incorporam esse ritmo ao consumo de informação. Na educação, o desafio é dialogar com esses hábitos sem transformar o aprendizado em uma sucessão de estímulos rápidos, questão que a FAPCOM leva para dentro da sala de aula, especialmente nos cursos voltados à formação de jornalistas, publicitários e produtores de conteúdo. Nos cursos superiores de comunicação, a questão ganha outra dimensão: são esses estudantes que estão sendo preparados para produzir as informações que chegarão a esse público. Por isso, a formação oferecida pela FAPCOM não se limita a ensinar como tornar uma mensagem mais atrativa, mas passa também por preservar contexto, clareza e capacidade de análise em diferentes formatos.