Vice do Conselho rebate pedido de vitalícios pela anulação da Assembleia Geral no Corinthians
18 Sep, 2026
Vice do Conselho rebate pedido de vitalícios pela anulação da Assembleia Geral no Corinthians A novela envolvendo a Assembleia Geral (AG) dos associados, que irá debater a reforma do Estatuto do Corinthians neste sábado, acabou de ganhar mais um capítulo. Nesta sexta-feira, Leonardo Pantaleão, vice-presidente do Conselho Deliberativo (CD), apresentou uma manifestação ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) em defesa da realização da Assembleia. A manifestação acontece em resposta ao último pedido dos conselheiros vitalícios Ademir de Carvalho Benedito, Alexandre Husni e Guilherme Gonçalves Strenger, protocolado no TJ-SP nesta manhã, pela anulação da decisão da Justiça, em 11 de setembro, que validou a realização da AG. A luta do trio contra a Assembleia Geral teve início no dia 9 de junho, quando a Justiça rejeitou o primeiro pedido de liminar dos vitalícios para suspender a AG, que estava marcada para o dia 20 daquele mês. O trio recorreu à decisão e obteve resultado favorável no dia 16, conseguindo a suspensão. Em 18 de agosto, o presidente do CD, Romeu Tuma Júnior, convocou nova AG para o dia 19 de setembro. Dois dias depois, o trio voltou a entrar na Justiça pela suspensão da reunião, e a solicitação foi acatada no dia 25 pelo desembargador Maurício Campos da Silva Velho, da 4a Câmara de Direito Privado do TJ-SP. Na última sexta-feira, 11 de setembro, a novela teve uma reviravolta quando a Justiça voltou a autorizar a realização da AG, definindo que apenas os 11 temas aprovados nas reuniões do CD seriam discutidos. A legitimidade desta decisão, inclusive, é um dos argumentos utilizados pela defesa de Pantaleão, segundo o documento ao qual o Meu Timão teve acesso. Os vitalícios voltaram a pedir a anulação por mais duas vezes desde então, mas os pedidos foram rejeitados pelo TJ-SP. A defesa de Pantaleão ainda argumenta que a Justiça poderá analisar a validade do resultado e das decisões aprovadas a qualquer momento. Também foi ressaltado que uma eventual anulação da AG em sua véspera poderia gerar consequências jurídicas devido à decisão favorável da Justiça. Por fim, a defesa solicita que o último pedido de suspensão seja negado e que a decisão de 11 de setembro continue valendo, além de também pedir que seja rejeitado um pedido para suspender de forma geral a implementação das mudanças estatutárias que eventualmente forem aprovadas.