Uso do hífen: veja quando usar e conheça as principais regras

admin
21 Sep, 2026
Resumo O hífen costuma aparecer justamente naquelas palavras em que bate a dúvida: é "anti-inflamatório" ou "antiinflamatório"? "Autoescola" leva hífen? E "guarda-chuva"? A resposta depende da formação da palavra e, principalmente, de como o prefixo termina e o segundo elemento começa. As regras do Acordo Ortográfico alteraram a grafia de algumas palavras, mas não eliminaram o hífen. Em muitos casos, ele continua sendo necessário; em outros, deixou de ser usado. Quando o prefixo termina em vogal Uma das regras mais úteis para entender o hífen é observar a última letra do prefixo e a primeira do elemento seguinte. Quando o prefixo termina em vogal e a segunda palavra começa com uma vogal diferente, não se usa hífen. As duas partes são escritas juntas: - autoescola - infraestrutura - extraoficial - semiautomático - aeroespacial - antiaéreo Assim, a palavra é formada sem o sinal mesmo que seja possível identificar claramente as duas partes que deram origem a ela. E quando as duas vogais são iguais? Se o prefixo termina em uma vogal e o segundo elemento começa com a mesma vogal, o hífen é mantido. É o caso de: - anti-inflamatório - micro-ondas - contra-ataque - semi-interno - arqui-inimigo A repetição da vogal é, portanto, um dos sinais de que o hífen deve aparecer. Há, porém, algumas exceções importantes. Prefixos como co-, pre-, re- e pro-, quando não recebem acento, normalmente se unem ao segundo elemento, mesmo diante de uma vogal igual: - coordenar - reescrever - preestabelecer - cooperação Antes da letra H, o hífen permanece Outra situação em que o sinal costuma ser mantido ocorre quando o segundo elemento começa com h. Alguns exemplos são: - anti-higiênico - anti-herói - extra-humano - super-homem - semi-hospitalar Nesse caso, o hífen ajuda a preservar a separação entre o prefixo e o elemento iniciado por "h". Nem todo hífen aparece por causa de um prefixo O sinal também é empregado em determinadas palavras compostas, quando os elementos formam uma unidade de sentido. É o que ocorre em: - guarda-chuva - segunda-feira - conta-gotas - azul-escuro - médico-cirurgião - tenente-coronel Também há casos específicos em que o hífen é usado para nomear espécies de animais e plantas, como beija-flor, couve-flor e bem-te-vi. Nessas situações, não estamos simplesmente aplicando a regra dos prefixos. A formação da própria palavra determina o emprego do sinal. Algumas palavras perderam o hífen O Acordo Ortográfico também consolidou a escrita de determinadas palavras que passaram a ser grafadas juntas. Entre elas estão: - paraquedas - paraquedista - mandachuva Por isso, conhecer a origem de uma palavra nem sempre basta para decidir se ela deve levar hífen. Algumas formações já se incorporaram ao uso como uma única palavra. Hífen não é a mesma coisa que travessão Apesar de terem aparência semelhante, hífen e travessão são sinais diferentes e desempenham funções distintas. O hífen é usado principalmente dentro de palavras, como em "guarda-chuva" e "anti-inflamatório". Já o travessão pode ser empregado para introduzir falas em diálogos ou destacar uma informação dentro de uma oração. Também não se deve confundir o hífen com o sinal usado em algumas construções para separar intervalos ou indicar relações. Para as dúvidas mais comuns, vale guardar estas referências: - vogais diferentes após um prefixo terminado em vogal: geralmente sem hífen; - vogais iguais: geralmente com hífen; - segundo elemento começando com H: com hífen; - palavras compostas: o hífen pode ser mantido de acordo com a formação e o significado do termo; - algumas palavras já foram incorporadas à língua sem o sinal. Como há exceções e casos específicos, a consulta a um dicionário ou ao Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) continua sendo a melhor saída quando a palavra não se encaixa claramente em uma dessas situações. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.