Em caso de 2o turno, quem o PT escolhe?
21 Sep, 2026
Duas perguntas que não querem calar sobre a eleição de governador do Maranhão daqui a apenas duas semanas: 1) – Vai haver segundo turno entre Orleans Brandão (MDB) e Eduardo Braide (PSD), como apontam todas as pesquisas? 2) – Se nenhum dos dois ganharem no dia 4 de outubro, com quem o PT de Felipe Camarão, até agora o 3o nas intenções de voto, vai estar? Mudar o cenário de hoje sobre a disputa de governador pode ocorrer, mas será preciso que algo extraordinário venha sacudir o processo eleitoral maranhense de forma dramática, para fazer o eleitor trocar de candidato tão perto do dia da urna. Como as pesquisas até aqui se contradizem na calcificação sobre um favorito que indique vitória no primeiro turno – muito pelo contrário –, as dúvidas de cada instituto entre Braide e Orleans são de enlouquecer tanto as suas campanhas quanto o eleitor. Já os demais concorrentes ao Palácio dos Leões não apresentam qualquer chance de superar os dois ou pelo menos um dos líderes. Comparando-se o pleito de 4 de outubro com o de 2022, mostra que as únicas surpresas das urnas em relação as pesquisas foi Lahesio Bonfim ultrapassar Weverton Rocha (PDT) e Carlos Brandão ser eleito no primeiro turno. Eram nove candidatos a governador, contra oito este ano, incluindo Roberto Rocha que teve sua candidatura indeferida, mas está em grau de recurso na Justiça Eleitoral. A coligação de dez partidos que elegeu Carlos Brandão-Felipe Camarão, fez de Flávio Dino senador e o político mais votado na história do Maranhão, com 2,1 milhões de votos. Para o Planalto, o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva teve o apoio do grupo dinista-brandonista, enquanto Lahesio concorreu com seis partidos e Weverton Rocha com seis, inclusive o PL, que indicou o vice Hélio Soares, mesmo sem se identificar com o bolsonarismo. Disputas do passado moldam o futuro Na disputa no Maranhão entre Lula e o então presidente Jair Bolsonaro, Lula levou ampla vantagem na totalização dos votos. Dos 2017 municípios, Lula venceu em 2014, perdeu apenas dois para Bolsonaro: Imperatriz e Açailândia, e São Pedro dos Crentes para Lahesio Bonfim, onde ele começou sua carreira política como prefeito. Depois das eleições, os bolsonaristas realizaram protestos, interditando sete rodovias e armaram acampamentos em frente aos quartéis do Exército de São Luís e Imperatriz, pedindo “intervenção já” – parte do movimento golpista que acabou no 8 de janeiro de 2023. O Grupo Sarney não marcou presença na disputa do governo em 2022, apenas Roseana se dispôs a concorrer a uma cadeira na Câmara dos Deputados e ficou em 11a posição entre os eleitos, com 97 mil votos, pouco mais da metade da votação da campeã de voto, Detunha, mulher do deputado Josimar do Maranhãozinho. Hoje, ela é a única deputada federal que vai disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa, enquanto Roseana Sarney concorre ao Senado Federal na chapa de Orleans, contra o colega de Câmara André Fufuca (PP), que preferiu se unir ao ex-prefeito Eduardo Braide (PSD). Se as duas eleições majoritárias derem segundo turno à Presidência da República e o Palácio dos Leões, haverá uma enorme confusão para o eleitor resolver. A última pesquisa Real Time Big Data, mostra que o presidente Luiz Lula da Silva lidera no Estado, a ponto de ser considerado uma “goleada”, como escreveu revista Carta Capital. As intenções de votos entre os eleitores do Maranhão no 2o turno, 65% de Lula e 30% de Flávio. Caso ocorra também na eleição de governador, fica um monte de perguntas sem respostas sobre a postura de Braide, por exemplo. Qual palanque presidencial ele seguiria, com André Fufuca ex-ministro de Lula, Lahesio se achando bolsonarista e a vice Elaine Carneiro, também. O candidato do PT Felipe Camarão também se sentiria num embaraço daqueles. Ele surgiu do racha de Carlos Brandão, que lançou o sobrinho Orleans, sem aceitar a proposta de Lula para apoiar outro nome, Iracema Vale ou Fufuca. O PT de Camarão e Lula está metido de corpo inteiro no governo Carlos Brandão. Em caso de segundo turno, a confusão do primeiro obviamente exigirá uma posição radical – quem sabe Camarão tardiamente junto com Orleans, ou previsivelmente, com Braide que sempre manteve cara fechada em relação ao PT e ao governo Lula. Quer receber as notícias da sua cidade, do Maranhão, Brasil e Mundo na palma da sua mão? Clique AQUI para acessar o Grupo de Notícias do O Imparcial e fique por dentro de tudo! Siga nossas redes, comente e compartilhe nossos conteúdos: