RNP prepara POCs de FWA com Claro e Brisanet no Nordeste

admin
23 Sep, 2026
A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) está preparando mais duas provas de conceito (POCs) com a Brisanet e a Claro com FWA (Fixed Wireless Access, ou Acesso Fixo Sem Fio). O diretor-executivo de engenharia e operações da entidade, Eduardo Grizendi, revelou que as provas serão em dois campi de universidades federais no Nordeste: Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) em São Miguel/RN e Universidade do Delta do Parnaíba (Ufdpar), em Parnaíba/PI. Durante o MVNO Experience, primeiro evento para operadoras móveis virtuais organizado por Mobile Time, que aconteceu em São Paulo, nesta terça-feira, 22, Grizendi explicou que as POCs devem acontecer ainda neste ano. O diretor da RNP explicou ainda que os testes com FWA visam a entrega sem fio para sua rede acadêmica, de modo que seja usada por alunos, pesquisadores e estafe dentro das edificações e casas onde a banda larga fixa não chega. Além das provas que ocorrerão até o final de 2026, outras avaliações foram feitas com a tecnologia, como: Em Camboriú/SC, com a Unifique no Instituto Federal Catarinense (IFC); Em Juiz de Fora/MG, com a Nuh Digital e a Dry Telecom na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Inicialmente, os testes foram feitos usando um FWA comercial. Mas a RNP evoluiu para um modelo de camada que permite conectar o equipamento diretamente ao ponto de presença (PoP) do campus. MVNO da RNP Grizendi afirmou ainda que a RNP segue no projeto de montar a sua própria operadora móvel virtual. A ideia é que essa MVNO traga conectividade ubíqua para pesquisadores, professores, alunos e dispositivos. A rede móvel da MVNO a ser escolhida, de preferência credenciada, tem como objetivo reduzir os custos de implantação, assim como obter preços diferenciados de atacado. Em contrapartida, a MVNO poderá ser integrada à infraestrutura de rede de fibra ótica da Rede Nacional, que conta com 100 Gbps de capacidade. O diretor da RNP reforça que a ideia não é conectar os 9,4 milhões de alunos cobertos, mas entender quais aplicações podem ser beneficiadas por rede móvel dentro das universidades e centros de pesquisa. Vale dizer que o órgão conta com 600 instituições e 1,8 mil campi. Imagem principal: Eduardo Grizendi, diretor-executivo de engenharia e operações da RNP. Crédito: Marcos Mesquita/Mobile Time.