Preços dos alimentos registram nova alta em setembro, diz FAO

admin
2 Oct, 2026
Os preços dos alimentos registraram um novo aumento em setembro, devido às perturbações no transporte marítimo no Mar Negro e no estreito de Ormuz, assim como à seca deste verão , segundo o relatório mensal da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O açúcar atingiu seu nível mais alto desde a primavera de 2025, com um índice de preços que subiu 6,1% em um mês (+14,7% em um ano), marcando o terceiro aumento mensal consecutivo. LEIA MAIS: Confira cuidados para enfrentar os efeitos do El Niño O índice de preços dos alimentos calculado pela FAO aumentou 1,5% em setembro em relação ao mês anterior e 5,8% em relação ao ano anterior. No entanto, segue muito abaixo do seu máximo, alcançado em março de 2022. "Estamos observando uma tensão cada vez mais generalizada e persistente nos preços das matérias-primas agrícolas. As perturbações no Estreito de Ormuz e no mar Negro, somadas aos impactos climáticos, estão instruções para cima os preços da energia, do transporte e dos produtos agrícolas básicos", declarou Máximo Torero, economista-chefe da FAO. “Se essas tensões continuarem, elas serão repassadas aos preços dos alimentos”, acrescentou. O índice de preços dos cereais aumentou 5,1% em setembro em relação a agosto, o que representa um incremento de 17,2% em comparação com setembro de 2025. O trigo, sozinho, viu seus preços aumentarem 6,3% em um mês (+17,2% em um ano), devido aos ataques russos e ucranianos no Mar Negro. Outro fator é um clima seco em várias regiões da América do Norte antes do plantio. Na Europa, prevê-se que a colheita de beterraba-sacarina registre uma queda acentuada devido à seca, enquanto a especificação de produção de açúcar na Tailândia e a colheita de cana-de-açúcar na Índia foram revistas para baixo por causa do El Niño. Além disso, as chuvas intensas estão prejudicando a colheita em regiões-chave do Brasil. As abordagens a essa tendência de alta são o índice de preços da carne (-1,1% em um mês, estável em um ano) e o de produtos lácteos (-0,1% em um mês e -19,1% em um ano), que estão em queda. Os preços do frango estão caindo devido às abundâncias das exportações do Brasil e a uma queda na demanda na Europa, após a suspensão das importações brasileiras na UE, que exigem garantias quanto ao cumprimento de suas normas sanitárias.