Justiça manda Meta suspender seis perfis de conteúdo red pill; veja quais

admin
2 Oct, 2026
Manifestação contra machismo. Foto: reprodução A Justiça de São Paulo determinou que a Meta suspenda, em até 15 dias, seis perfis do Instagram associados ao movimento red pill e apresente dados que permitam identificar os responsáveis pelas contas. A ordem atinge páginas acusadas de divulgar conteúdos misóginos e de desumanização das mulheres. A juíza Maria Cristina de Almeida Bacarim publicou a decisão nesta quinta-feira (01). Ela também fixou prazo de dez dias para que a empresa forneça os dados cadastrais e os registros disponíveis para a identificação dos administradores dos perfis. A decisão cita os perfis @homem_sagaz_oficial, @redflags.ofc, @mundo_redpill, @redpillo.do.favelado, @redpilldasbraba e @sacerdote_escarlate. A ação começou por iniciativa da Bancada Feminista do PSOL na Assembleia Legislativa de São Paulo. O Ministério Público de São Paulo passou a integrar o polo ativo do processo. A Bancada Feminista incluiu a Meta na ação por considerar que a companhia, responsável pelo Instagram e pelo Facebook, pode entregar os dados dos usuários e executar tecnicamente a suspensão ou remoção das contas. Publicação com conteúdo red pill. Foto: reprodução Perfis citados e acusações no processo Na petição, a Bancada Feminista afirma que as páginas difundem conteúdos com elementos de misoginia, desumanização das mulheres e exaltação de violência física, sexual e psicológica. A magistrada determinou o envio de ofício ao Facebook para o cumprimento das medidas impostas à Meta. A empresa recebeu prazo específico tanto para suspender as contas quanto para preservar e encaminhar informações capazes de levar aos responsáveis. O processo tramita sob segredo de Justiça até a citação dos réus. Representantes da Meta não se manifestaram sobre a decisão.