Botafogo ganha opções para curar a principal dor de cabeça do time

admin
4 Oct, 2026
Pantaleão estava muito bem até se lesionar Foto: Vítor Silva/Botafogo Adenor Leonardo Bachi, o Tite, em suas elucubrações, sabe que terá de estancar uma sangria em seus primeiros dias no Botafogo. Ou seja, o time alvinegro precisa parar de levar tantos gols, algo que ocorre com frequência desde o início desta edição do Campeonato Brasileiro (em janeiro), com diferentes comissões técnicas. No entanto, o treinador do Glorioso ganhou “ferramentas” importantes para encerrar este trauma. Afinal, o zagueiro Pantaleão, perto do retorno aos gramados, aumenta o número de opções para a zaga, um setor que há pouco tempo carecia de opções. As saídas dos multicampeões Barboza e Bastos deixaram a defesa com lacunas e obrigaram o Botafogo a promover o zagueiro Justino ao time principal. O garoto de ouro marcou o gol da vitória sobre o Cruzeiro, porém, sofreu com a falta de experiência e jamais conseguiu se firmar no Glorioso. Ferraresi, até então, não teve um companheiro com mais “casca” até a chegada de Monzón, contratado na última janela de transferências. Lateral-esquerdo de origem, Marçal também quebrou alguns galhos por ali, no entanto, passou longe de receber uma sequência de jogos. O Botafogo avançou e comprou Ferraresi, em definitivo, junto ao São Paulo. No mês passado, cruzou o Atlântico, foi até a Bundesliga e pegou o zagueiro Chaves por empréstimo junto ao Hoffenheim (ALE). Em sua primeira aparição, o beque deu conta do recado. Para aumentar o leque de alternativas, após um ano de inatividade por conta de uma grave lesão, Pantaleão está em transição e com a volta prevista para o fim de outubro, durante o mês em que o Mais Tradicional pode, enfim, resolver a vida. Com 45 gols sofridos, o Botafogo tem a terceira pior defesa do Brasileirão. Apenas Chapecoense (53) e Remo (47) estão à frente do time alvinegro neste quesito. Em contrapartida, o Glorioso marca 41 gols em 28 compromissos no Nacional. Tite, então, precisa garantir um equilíbrio maior aos comandados. “Tenho uma ideia pré-concebida de equipe equilibrada. Não posso ser propositivo se eu não tiver a posse de bola. Tendo posse, ou ela é em transição em velocidade ou com jogo apoiado, mas com Montoro, ela não vai ser em velocidade, mas com bola no pé. Com Huguinho, será de bola no pé, assim como Danilo. Pode ser de profundidade com Martins e Cabral. Com Vitinho, em ultrapassagem. São exemplos de fatores de ponto de equilíbrio para a equipe. O Telles é mais construtor. Zagueiros com muita velocidade para correr para trás. E aí faz uma composição nas características de contratações que o Botafogo fez”, colocou o treinador gaúcho. Na quarta-feira (7), após quase duas semanas de Data Fifa, o Botafogo recebe o Vasco, no Estádio Nilton Santos. Os alvinegros ocupam a 12ª colocação, com 35 pontos.