Não é a Tukan: desvendamos tudo sobre o 1º carro híbrido da Volks no Brasil
9 Oct, 2026
Resumo Já é oficial: a Tukan, que estreia no início de 2027, em uma das versões, combinará motor 1.0 turbo a um sistema que traz pequeno propulsor elétrico e vem sendo chamado de híbrido leve (ou MHEV). Mas a Volkswagen está tratando a picape como um produto eletrificado, sem usar a expressão "carro híbrido". Isso porque esse título a montadora está deixando para outro produto: o Saga. O carro também está previsto para chegar no ano que vem, mas depois da Tukan. Ele será um híbrido pleno, trazendo a tecnologia conhecida como HEV. O Saga é a versão brasileira do T-Roc, mas com suas particularidades. Ele será, por exemplo, bem maior (leia mais abaixo). O SUV também marcará a estreia do novo e já há muito tempo esperado motor 1.5 da Volkswagen. Acreditava-se, de acordo com rumores, que a Tukan teria esse propulsor, mas a Volkswagen optou por manter apenas 1.6 aspirado e 1.0 turbo. Afinal de contas, a picape vem para ser um modelo mais básico na categoria e concorrer diretamente com a Fiat Strada. Não faz sentido um propulsor que deixaria o produto bem mais caro. De volta ao Saga, o 1.5 será combinado ao sistema HEV, no qual o propulsor elétrico é capaz de movimentar as rodas. Isso ocorre, por exemplo, em modelos nacionais como o Yaris Cross, o Corolla Cross e o Corolla. Temos também opções como o Omoda 5 e o Jaecoo 5. Ambos são trazidos da China por sua fabricante, a Omoda Jaecoo. Detalhes do Saga O Saga vai ser o primeiro modelo a usar a nova versão da plataforma MQB na fábrica de São Bernardo do Campo (SP). A chegada dessa base já foi anunciada no ano passado pela Volkswagen. É uma arquitetura focada em veículos eletrificados. Além de carros MHEV, terá os HEV, como o Saga, e pode até dar origem até a modelos PHEV, que são os híbridos recarregáveis na tomada. O que não está previsto por enquanto são os veículos 100% elétricos. Nesse caso, a Volkswagen vai continuar trazendo os produtos do exterior - a exemplo do ID.4, que está em fase de lançamento no mercado brasileiro. O Saga terá como inspiração o europeu T-Roc, mas com algumas diferenças. Aqui no Brasil, ele terá um porte semelhante ao do Taos, que atualmente é importado do México. Isso não quer dizer que ele será um sucessor do SUV médio mexicano, porque investe em um visual mais esportivo. Ele ocupará um papel semelhante ao do Nivus na linha Volkswagen, só que no universo dos médios. Ou seja, será um SUV com estilo de cupê. 2027 cheio de novidades A chegada do Saga consolidará o ano que vem como um dos mais importantes na história recente da Volkswagen. Depois de um 2026 morno, com lançamentos mais focados em versões, 2027 começará com a chegada de duas picapes: a Tukan e a segunda geração da Amarok. A produção da Tukan será em São José dos Pinhais (PR), sobre a plataforma MQB. Essa planta é a mesma do T-Cross, que é o SUV mais vendido do Brasil. Já a Amarok continuará sendo feita na Argentina. Porém, ela se desvencilhou completamente da Ranger, com a qual compartilhava plataforma e outros componentes. A nova geração usará uma base chinesa de uma picape da SAIC, que é parceira da Volkswagen. A SAIC já está no Brasil. Ela é a dona da marca MG. A operação da MG no País, no entanto, não tem nenhuma conexão com a Volkswagen. O último a chegar será o Saga, que abrirá caminho para toda uma nova geração de modelos Volkswagen no mercado brasileiro. Em 2026, chegaram produtos como a versão reestilizada do Taos, o Golf GTI (início das entregas), a nova geração do Tiguan (importado do México) e o Tera 200 TSI com motor mais potente (128 cv) e câmbio automático de oito marchas. Outros destaques são o ID.4, o carro elétrico da montadora, e uma versão 100% a etanol da Saveiro. A estimativa é que esta sobreviva à chegada da Tukan. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.