Tablet já pode substituir o notebook? Modelos de R$ 2.000 fazem quase tudo

admin
11 Oct, 2026
Resumo Na última quarta-feira (7), a Samsung lançou seus novos tablets premium no Brasil, o Galaxy Tab S12+ e Galaxy Tab S12 Ultra no Brasil. Os preços também são premium: R$ 10.499 no Tab S12+ e R$ 11.999 no Ultra. Mas tem um detalhe interessante nessa conta: os dois chegam por aqui já com a caneta S Pen e uma capa para teclado inclusas na caixa. Isso reacende uma pergunta que aparece praticamente toda vez que um tablet desse tipo é lançado: será que, finalmente, dá para comprar um tablet no lugar de um notebook? Em tempos de eletrônicos cada vez mais caros, seria ótimo poder gastar em um único aparelho que servisse para assistir à Netflix no sofá, fazer anotações, desenhar, responder e-mails e, quando necessário, abrir o teclado e trabalhar como se estivesse em um computador. A questão é que estamos chegando cada vez mais perto disso, mas ainda depende muito de quem está usando. Hardware não é mais o grande problema para transformar tablets em máquinas de trabalho: eles têm telas enormes, chips potentes, multitarefa e interfaces como o Samsung DeX. O limite, hoje, está muito mais no software e no tipo de trabalho que você faz. Para algumas pessoas, um tablet já pode substituir completamente o notebook. Para outras, mesmo um tablet de quase R$ 12 mil ainda vai funcionar melhor como segundo dispositivo. O Galaxy Tab S12 Ultra, por exemplo, tem uma tela AMOLED de 14,6 polegadas, tamanho que até pouco tempo faria você pensar imediatamente em um notebook. O S12+ não fica tão distante, com 12,6 polegadas. Os dois usam o processador MediaTek Dimensity 9500, têm 12 GB de RAM, 512 GB de armazenamento, expansão por microSD até 2 TB e rodam Android 17 com One UI 9. Para além do DeX, recurso da Samsung que transforma a interface tradicional do Android em algo mais próximo de um desktop, a Samsung dobrou a aposta e trouxe um conjunto de aplicativos grátis para quem comprar seus novos tablets. Os modelos são os primeiros tablets do mercado a chegarem com o Adobe Photoshop pré-instalado e os consumidores ainda levam quatro meses de assinatura gratuita. Soma-se a isso seis meses gratuitos do Canva Pro para novas assinaturas e seis meses de assinatura do Google AI Pro para quem adquirir um Galaxy Tab S12. Teclado e caneta na caixa como diferencial Talvez essa seja uma das decisões mais interessantes e acertadas da Samsung no Brasil. É comum tablets serem anunciados como máquinas de produtividade, mas quando você abre a caixa em casa, descobre que precisa comprar teclado, caneta e capa separadamente. Só tem um detalhe importante: essa Capa Teclado Slim que vem com os novos Galaxy Tab S12 não tem trackpad. Quem quiser uma experiência ainda mais parecida com a de um notebook precisa partir para a Capa Teclado Pro, que inclui trackpad, estrutura de alumínio e dobradiça e é vendida separadamente. Mas estamos falando de aparelhos que custam mais de R$ 10 mil e, com esse dinheiro, você já entrou diretamente no território dos notebooks premium. E se eu não quiser/puder gastar R$ 10 mil? É aí que a ideia de usar um tablet no lugar do notebook fica até mais interessante. Para quem quer estudar, escrever, fazer reuniões e trabalhar com produtividade mais leve, o Galaxy Tab S10 FE, por exemplo, continua sendo uma alternativa bem mais acessível: já aparece na faixa dos R$ 2.800, traz S Pen e mantém recursos de multitarefa do ecossistema Samsung. Outra opção é o Lenovo Idea Tab Plus, encontrado perto dos R$ 2.200 em algumas lojas e vendido em versões com caneta e capa, colocando praticamente todo o "kit produtividade" em uma faixa de preço muito mais próxima de um notebook de entrada. Quem já vive no ecossistema Apple pode olhar para o iPad Air, que tem desempenho de sobra para produtividade e criação, mas exige uma conta diferente: teclado e Apple Pencil são acessórios separados. O modelo de 11 polegadas com chip M3 aparece atualmente por valores na casa dos R$ 4.000 a R$ 6.000, dependendo da loja. E, para quem busca um modelo mais em conta e funcional, pode apostar na versão MatePad SE 11, da Huawei, que está saindo por pouco mais de R$ 800 e pode ser uma opção interessante para quem não quer comprometer tanto o orçamento. No fim, o melhor negócio não é necessariamente comprar o tablet mais poderoso, mas encontrar o mais barato que consiga rodar confortavelmente tudo o que faz parte da sua rotina. O tablet vai matar o notebook? Essa discussão existe praticamente desde que o primeiro iPad apareceu e, até agora, claramente não matou. Mas já dá para trocar o notebook pelo tablet? A resposta curta é: depende do seu perfil de uso. SIM: Profissionais corporativos, estudantes, criadores de conteúdo e executivos que passam o dia entre e-mails, navegação web, redação, edições leves de mídia e reuniões virtuais AINDA NÃO: Desenvolvedores de software que precisam de ambientes locais específicos, editores em tempo integral, arquitetos que utilizam softwares de modelagem 3D pesados e gamers exigentes ainda dependem da arquitetura tradicional e dos sistemas operacionais de desktop. Escolhemos cada produto de forma independente e checamos os preços na data da publicação (ou seja, podem variar!). Ao comprar pelos nossos links, ganhamos uma comissão, mas você não paga nada a mais por isso. O UOL não é dono nem participa da comercialização dos produtos oferecidos neste conteúdo. Dessa forma, não nos responsabilizamos pelos itens anunciados. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.