“Exército do Lula”: conheça o conteúdo do canal de Janones que Kassio tentou censurar
12 Oct, 2026
O canal “Exército do Lula”, criado no WhatsApp pelo deputado André Janones (Rede-MG), está ativo após uma reviravolta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste domingo (11). O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, revogou a ordem de suspensão determinada pelo presidente da Corte, Kássio Nunes Marques, a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Novas publicações e a entrada de seguidores estão liberadas. Com 3,67 milhões de inscritos, o canal reúne tutoriais para ampliar o alcance de publicações, mensagens de incentivo à militância, um vídeo com Lula e convites para atrair novos participantes. Janones informa que a divulgação dos conteúdos de campanha destinados ao compartilhamento começa na segunda-feira (12). Até aqui, as chamadas “missões” incentivam os seguidores a convidar outras pessoas para integrar o espaço. A campanha de Flávio acusa o canal de disseminar boatos contra o senador e orientar compartilhamentos em massa, “como robôs”. A reportagem do Metrópoles afirma não ter encontrado os boatos mencionados. A candidatura sustenta que as publicações foram apagadas. Kássio havia acolhido o pedido e dado três horas para a Meta retirar o canal do ar. Horas depois, Cueva, relator do caso, derrubou a determinação por considerar insuficientes as provas apresentadas pela campanha de Flávio. Para o corregedor, eventuais irregularidades em publicações específicas não justificam a suspensão de todo o canal. Cueva também pediu que o plenário analise o caso em caráter urgente, preferencialmente em 24 horas. Ao justificar o pedido, a assessoria de Flávio destacou uma declaração de Janones em uma transmissão ao vivo, na qual o deputado disse que a militância poderia “agir igual um robô” por quinze dias. A candidatura usa a frase para fundamentar a acusação de compartilhamento em massa. A ordem de Kássio contrasta com a posição que ele adotou em 2022. Ao votar no Supremo Tribunal Federal contra uma resolução que previa a suspensão de canais, o ministro classificou a medida como “verdadeira censura prévia de conteúdo”. Neste domingo, durante o ato na Avenida Paulista, Lula também criticou a retirada do canal: “Eu acho um absurdo”.