Fiat revela preços para o sucessor do Fastback e nós já o conferimos de perto
13 Oct, 2026
A Fiat confirmou o preço oficial do Grizzly na Europa: 20.000 euros. O valor vale tanto para a carroceria SUV tradicional quanto para a variante Fastback, na configuração de entrada com o motor 1.2 turbo de 100 cv e câmbio manual. Na conversão direta, o valor é de cerca de R$ 122 mil — mas é importante lembrar que essa cotação não reflete a realidade do mercado brasileiro. A comercialização na Europa começa em janeiro de 2027. Até lá, a Fiat deve detalhar a gama completa, com versões híbridas e elétrica. O modelo foi revelado em 11 de julho de 2026, em um vídeo para o 127º aniversário da marca, e fez sua primeira aparição pública no Salão do Automóvel de Turim. Grizzly Fastback: maior, esportivo e mais prático Apesar do estilo cupê, o Grizzly Fastback não abre mão da praticidade: o porta-malas oferece 608 litros, valor notável para a categoria. O carro mede 4,49 metros de comprimento — cerca de 10 cm a mais que a versão SUV (4,39 m). A traseira é vertical, com rodas bicolores de 18" e grupos ópticos em LED, mantendo o padrão pixelado já visto no Grande Panda. O espaço interno é muito similar entre o Fastback e o Grizzly convencional, porém. A plataforma é a Smart Car, a mesma do Grande Panda, com entre-eixos alongado para as versões maiores. A produção está prevista para o Marrocos até o fim do ano. No Brasil, a expectativa é que o Fastback seja substituído pelo novo Grizzly Fastback, embora a Stellantis ainda não tenha confirmado datas. A marca celebrou 50 anos de Brasil em 2026 e prometeu um grande lançamento inédito para o Brasil até 2030. O primeiro deve ser o Argo X. Foto de: Fiat Interior: a proposta é boa, mas há compromissos No interior, a Fiat cuidou de elevar a percepção de qualidade: a parte alta do painel é de plástico rígido, mas a zona abaixo do console central e o apoio da porta têm acabamento acolchoado, o que agrada ao toque. O volante concentra os comandos de ADAS à esquerda e de áudio à direita, com um atalho rápido para desativar o assistente de permanência em faixa e o alerta de excesso de velocidade — dois sistemas que podem ser incômodos no dia a dia. A Lingotto Floating Console, suspensa e liberando espaço sob o túnel, guarda as tomadas de corrente. O painel de instrumentos e a central multimídia são digitais, de 10,25", com respostas rápidas e boa legibilidade. A versão Fastback adota tecido sintético nos bancos, com detalhes luminosos que o diferenciam da Grizzly padrão. O que poderia melhorar Há pontos de atenção. A placa preta brilhante em volta da alavanca do câmbio retém impressões digitais com facilidade, e a moldura da tela central gera reflexos evidentes — algo que pode se agravar sob luz solar direta, ponto a ser verificado em testes na estrada. O túnel central é um pouco saliente para quem viaja no banco traseiro central, e a entrada de ar lateral é mais limitada do que o esperado. O pilar traseiro grosso também pode comprometer a visão posterior — detalhe que só será confirmado em provas dinâmicas. Por outro lado, a iluminação interna é inferior ao esperado devido aos vidros laterais menores, e não há braço central rebatível. Ainda não está confirmada a disponibilidade de teto panorâmico como opcional. Em contrapartida, os apoios de cabeça — dianteiros e traseiros — sobreviveram ao corte de custos que outras montadoras estão fazendo, um detalhe raro e bem-vindo. Motores e rivalidade A linha europeia incluirá uma versão híbrida leve com o mesmo 1.2 de três cilindros, mas com 145 cv e câmbio automático DCT de sete marchas, ideal para quem quer dirigir relaxado no trânsito e com consumos contidos, sem a necessidade de recarregar na tomada. No topo está a versão elétrica, com motor de 113 cv e bateria de 53 kWh. Leia mais: Direto da Itália: fomos conferir o sucessor do Fiat Fastback de perto Fiat Fastback 2027 ganha duas versões, perde uma e fica mais fraco Além do Argo: Fiat terá novos Fastback, Pulse, Strada e SUV de 7 lugares Fiat Argo chega à linha 2027 e adianta estratégia para o Argo X