Desafio não é IA, mas repensar modelo de negócios, diz especialista

admin
13 Oct, 2026
No evento Universo TOTVS 2026, realizado em São Paulo, George Westerman, do MIT Sloan School of Management, concedeu entrevista ao CNN Cast para debater os impactos da inteligência artificial no mundo corporativo e no mercado de trabalho. O especialista abordou como as empresas devem se preparar para uma transformação profunda impulsionada pela IA. Para Westerman, a inteligência artificial já é uma realidade presente, mas o desafio das organizações está em compreender como extrair valor concreto dessa tecnologia. “A IA não produz valor por si só nas empresas”, afirmou. Segundo ele, o que a IA faz é permitir que os negócios operem de forma diferente — e essa é a parte verdadeiramente crítica da transformação. O especialista destacou que a parte mais difícil não é a tecnologia em si, mas sim repensar a forma como as empresas atendem seus clientes e desenvolvem produtos. “A parte díficil é repensar a forma como você faz o seu cliente e desenvolve produtos”, disse Westerman. Tarefas rotineiras e o papel humano Westerman explicou que a história da tecnologia sempre foi marcada pela automação de tarefas rotineiras. Com a IA, esse processo avança para atividades que antes se acreditava que os computadores jamais realizariam, como escrever e conversar com pessoas. “Empregos que envolvem trabalho rotineiro vão mudar”, alertou. No entanto, ele acredita que ainda haverá espaço para os seres humanos, desde que as organizações saibam reorganizar seus processos. Ao ser questionado sobre quais habilidades humanas se tornarão mais valorizadas nessa era, Westerman foi direto: quem ainda executa tarefas rotineiras deve buscar formas de deixar de fazê-las, pois os computadores aprenderão a realizá-las em breve. Habilidades como criatividade, relacionamento interpessoal e pensamento fora do padrão foram apontadas como promissoras, embora o especialista tenha reconhecido que ainda há incertezas sobre o que de fato permanecerá após a expansão da IA. Como as empresas devem se preparar Para as lideranças empresariais, Westerman recomendou duas ações prioritárias. A primeira é estar disposto a repensar os modelos de negócio, já que os concorrentes certamente buscarão caminhos diferentes. A segunda é adotar uma mentalidade de “IA primeiro”: em vez de analisar o que uma pessoa faz e tentar substituir ou melhorar isso com tecnologia, as empresas devem partir do que é possível fazer com a IA e, a partir daí, definir onde os humanos são necessários. O especialista comparou o momento atual ao impacto da internet nos negócios e na mídia. “É um mundo completamente diferente”, afirmou, lembrando que essa transformação não aconteceu de uma vez, mas por meio de pequenas mudanças que, com o tempo, reconfiguraram tudo. “O mesmo acontece com a IA”, concluiu Westerman, reforçando que este é o momento ideal para as pessoas investirem no desenvolvimento de habilidades que os computadores não serão capazes de reproduzir. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.