Posse de bola e tempo: o que Cuca espera do “quarteto mágico” do Santos

admin
22 Oct, 2026
Na vitória sobre o Fluminense, no último domingo (18), o Santos foi a campo pela primeira vez com o quarteto formado por Neymar, Coutinho, Everton Cebolinha e Gabigol. E a virada no Maracanã passou diretamente pelo ataque estrelado, com os gols sendo marcados por dois de seus componentes. O desempenho, em especial no segundo tempo, e o resultado geraram a expectativa de que Cuca repita a ousada escalação nos próximos jogos. Mas o técnico deu a entender que isso dependerá do perfil do adversário e de questões físicas. “Achei que era uma boa partida para ter esse time. Foi bom, o Santos fica bem servido com ele. Depois, a gente repõe, como fizemos com Oliva, Rony e Rollheiser. E terminamos com cinco meninos da base: Alencar, Gonzaga, Gustavinho, Bontempo, Diógenes. Isso é importante”, pontuou o técnico, citando como dosou com jogadores de marcação e jovens. Cuca teve a oportunidade de escalar essa combinação inédita porque Neymar recuperou-se de lesão muscular e Coutinho emendou uma boa sequência de jogos antes do esperado, surpreendendo a comissão técnica. O ex-jogador do Vasco ficou sem atuar por quase oito meses. Em quatro partidas com a camisa santista, já tem um gol e participou diretamente de outros dois. Estratégia de jogo e parte física serão fatores para Cuca repetir a formação do Santos Ao explicar os fatores que o levaram a escalar o quarteto, Cuca frisou a necessidade de ter o controle da posse de bola para dar certo. Isso porque a média de idade de 32 anos e as próprias características dos atletas reduz o poder de marcação. Além disso, há a necessidade de dosar minutos, em especial de Neymar e Coutinho, para não aumentar o risco de lesões. “O que temos que fazer quando jogamos assim, com um time ofensivo fora de casa, é agrupar. Em alguns momentos em que não agrupa tem dificuldade porque não é característica do time marcar. Mas vai ficar com a bola. É o potencial que eles têm. Temos que tentar unir os melhores jogadores e por em prática. Lógico que requer tempo. Eles têm que se condicionar melhor, conhecer melhor o outro”, declarou. A lesão de Arthur, outro jogador contratado recentemente, interferiu na iniciativa de Cuca de escalar o quarteto. Afinal, o meia vinha ganhando espaço por fazer time ficar com mais com a bola no setor, porém também tem limitações físicas. Como ele só deve voltar em meados de novembro, aumentam as chances do treinador manter a formação do duelo contra o Fluminense. Jovem em ascensão, Gabriel Bontempo se “intromete” no quarteto A qualidade do Santos na troca de passes e movimentação com o quarteto foi enriquecida pela participação decisiva de Gabriel Bontempo. Principal revelação do atual elenco, o jovem de 21 anos foi exaltado por Cuca quando o técnico comentou o desempenho do setor ofensivo diante do Fluminense. Convocado por Carlo Ancelotti para a Seleção Brasileira na última Data Fifa, o meio-campista acertou 97% dos passes, segundo dados do Sofascore. Além disso, deu a assistência para o gol de Philippe Coutinho, que decretou a vitória. A mobilidade em campo e capacidade de contribuir na marcação ao lado de outro Menino da Vila, Gustavo Henrique. Sequência em curto tempo pode frear o quarteto Nas próximas rodadas, o Santos fará três jogos em dez dias, entre 24 de outubro e 2 de novembro. Serão dois jogos na Vila Belmiro, contra Bahia e Palmeiras, e um no interior paulista, contra o Bragantino. Embora não haja nenhuma viagem longa – Bragança está a cerca de 190 quilômetro de Santos -, o intervalo curto entre os jogos impõe uma restrição justamente a um dos pontos citados por Cuca, a parte física. Com o pacote de contratações, o treinador passou a ter boas opções para reposição no elenco no setor ofensivo. Barreal, Rolheiser e Rony são alguns dos nomes utilizados com frequência pelo treinador. Porém, há dificuldades na defesa. Afinal, com Arão e Lucas Veríssimo lesionados, o comandante terá que recorrer ao jovem João Alencar, que entrou durante o jogo contra o Fluminense. Ele deve fazer a dupla com Luan Peres. O Santos enfrenta o Bahia no sábado, às 21h, na Vila Belmiro. Trata-se de um confronto direto na briga por vaga na próxima Libertadores. Oitavo colocado com 45 pontos, o Peixe está a quatro do adversário. Embora a equipe paulista ainda esteja a seis pontos do G5, há possibilidades de o grupo aumentar até para G8, a depender do desfecho das copas. Nas sete rodadas finais, o Santos fará quatro confrontos em casa e três como visitante.