Flamengo exagerou nos cruzamentos contra o Estudiantes? Veja números
23 Oct, 2026
O Flamengo deixou a desejar na última quinta-feira (23/10), caindo na semifinal da Libertadores para o Estudiantes (ARG) em pleno Maracanã, após disputa nos pênaltis. E um dos fatores que chamou a atenção do torcedor, além da falta de finalizações, foi o excesso de cruzamentos do Rubro-Negro à área adversária. Afinal, o Fla levantou mais bolas na área do Estudiantes nesta quinta do que o time argentino realizou na ida, quando apostou no jogo aéreo de seu centroavante Guido Carrilo. Foram 24 cruzamentos da equipe de La Plata no último dia 15, enquanto o Mengo levantou 28 bolas na área adversária nesta quinta. Ao Jogada10, Léo Pereira – responsável por quatro destes cruzamentos – revelou que tais decisões se deram por “momento de jogo”, e não por treinamento prévio. “Foi momento de jogo. Contra o Fluminense, a gente venceu o jogo dessa forma com cruzamento do Paquetá. Acho que o jogo estava se desenhando para isso. A equipe deles (estava) se defendendo bem, fechando bem as linhas. E a gente teve um jogo abaixo hoje (quinta), não poderia. Mas, infelizmente, aconteceu o que aconteceu”, afirmou na zona mista do Maracanã. Cadê os chutes a gol? O Flamengo não conseguiu realizar um chute a gol enquanto esteve 11 x 11 durante todo o duelo. Na ida, finalizou apenas cinco vezes, não acertando o alvo. Já na volta, até fez Muslera trabalhar em três oportunidades dentro de seus 17 chutes. No entanto, os três saíram após a expulsão de Baltasar Rodriguez, já aos 5′ da etapa final, quando o jogo ficou em 11 x 10. Mesmo com um a mais, porém, o Fla falhou em construir jogadas por dentro, abusando dos cruzamentos. Cada levantamento afastado pelo Estudiantes gerava repercussão negativa na torcida rubro-negra, que aumentava a tensão e a reclamação no Maracanã. No fim, Muslera brilhou e classificou o Estudiantes ao pegar os pênaltis de Jorginho, Lucas Paquetá e Bruno Henrique.