Belo e suposto trisal: especialista explica o que separa fantasia de traição
25 Oct, 2026
A curiosidade sobre a intimidade alheia ganhou mais um capítulo com os rumores envolvendo Belo, Rayane Figliuzzi e a empresária Nicole Fagundes. Enquanto o suposto trisal alimenta comentários nas redes sociais, uma questão vai além da fofoca: afinal, imaginar ou experimentar uma relação a três significa abrir mão da exclusividade amorosa? Belo se pronuncia em meio a suposto barraco e flagra A resposta depende dos acordos estabelecidos entre as pessoas envolvidas. É o que explica Heitor Werneck, especialista em fetiches e comportamento sexual e criador da Festa Luxúria, que completa 20 anos de trajetória. Para ele, o debate exige separar conceitos que frequentemente aparecem misturados: fantasia, desejo, experiência sexual e vínculo afetivo. O assunto também pede cautela diante das especulações sobre a vida privada dos artistas. Belo e Rayane negaram a existência de um trisal, enquanto os comentários de Nicole alimentaram a repercussão. Portanto, a discussão sobre relacionamentos a três não deve ser confundida com uma confirmação sobre a intimidade do cantor. Fantasia, sexo a três e trisal não são a mesma coisa A popularização do termo “trisal” nas redes sociais ajudou a colocar diferentes formatos de relacionamento em evidência. No entanto, a expressão não descreve qualquer experiência que envolva três pessoas. Em geral, ela se refere a um vínculo afetivo entre três parceiros, enquanto uma experiência sexual a três pode acontecer sem que exista intenção de formar um relacionamento amoroso. Belo sofre acidente nos bastidores de gravação “O desejo de incluir uma terceira pessoa na intimidade pode surgir por diferentes motivos, como curiosidade, busca por novidades ou vontade de experimentar uma dinâmica diferente. Isso não significa que todos os envolvidos queiram construir uma relação amorosa a três”, explica Werneck. O especialista destaca que uma fantasia pode ficar restrita ao imaginário, ser experimentada pontualmente ou integrar um acordo entre parceiros. Por isso, a simples existência de um desejo não determina como alguém se comporta em uma relação. “Ao longo dos 20 anos da Festa Luxúria, percebemos como muitas pessoas ainda têm dificuldade de conversar abertamente sobre seus desejos, principalmente por medo de julgamentos. O mais importante é entender que uma experiência consensual não deve ser confundida automaticamente com traição. O que caracteriza a quebra de confiança é o desrespeito aos limites estabelecidos entre as pessoas”, afirma. O que transforma uma experiência em traição? A resposta não está necessariamente no número de participantes, mas nos combinados do casal. Em uma relação monogâmica, uma experiência com outra pessoa pode representar uma quebra de confiança. Já em um relacionamento aberto ou não monogâmico, determinadas práticas podem fazer parte dos acordos, desde que todos conheçam e aceitem as condições. Isso, porém, não significa que qualquer desejo precise virar realidade. Também não existe obrigação de experimentar algo apenas porque o parceiro demonstrou interesse. Ex-marido de Rayane reforça que ela vive um trisal “Existe uma distância muito grande entre sentir atração por uma fantasia e desejar vivê-la no cotidiano. Algumas pessoas têm curiosidade sobre experiências a três, mas não gostariam de manter um relacionamento afetivo com mais de um parceiro. Outras encontram na não monogamia uma forma legítima de construir vínculos. Nenhuma dessas escolhas é superior à outra”, pontua Werneck. Para o especialista, a clareza sobre as expectativas é fundamental. Afinal, duas pessoas podem concordar com uma experiência sexual sem desejar as mesmas consequências emocionais. É justamente aí que a conversa antes da decisão ganha importância. Ciúme não desaparece só porque existe um acordo Outro equívoco comum é imaginar que casais que exploram experiências a três ou adotam a não monogamia não sentem ciúme. Na prática, insegurança, comparação e medo de perder o parceiro podem surgir em diferentes modelos de relacionamento. “Muitas pessoas acreditam que, ao aceitar uma experiência diferente, precisam demonstrar que são totalmente desapegadas ou que não sentem ciúmes. Isso não é verdade. O ciúme pode existir em qualquer modelo de relacionamento, e ignorá-lo não faz com que desapareça”, alerta Werneck. Nesse cenário, estabelecer limites não basta: também é necessário respeitar mudanças de opinião. O consentimento precisa permanecer livre e pode ser retirado a qualquer momento. Da mesma forma, aceitar uma situação por medo de perder o parceiro não equivale a uma escolha feita com autonomia. “A liberdade sexual só existe quando todas as pessoas envolvidas têm autonomia para escolher e também para dizer não”, ressalta. Por que a intimidade desperta tanto interesse? No caso de Belo, a repercussão mostra como rumores sobre a vida amorosa de figuras conhecidas podem transformar a intimidade em assunto público. A curiosidade, porém, frequentemente vem acompanhada de rótulos e julgamentos sobre comportamentos que fogem ao padrão monogâmico tradicional. Werneck avalia que fetiches, relacionamentos abertos e experiências a três ainda são alvo de interpretações equivocadas. Para ele, ter uma fantasia não significa necessariamente colocá-la em prática, assim como manter uma relação não monogâmica não elimina a responsabilidade afetiva. Na Festa Luxúria, espaço dedicado à expressão de diferentes desejos e estéticas ligados ao universo fetichista, o especialista afirma que o respeito precisa acompanhar a liberdade sexual. O ponto central, segundo ele, não é quantas pessoas participam de uma relação, mas como elas se comunicam e respeitam os acordos estabelecidos. Receba as notícias de OFuxico no seu celular! “Não existe um modelo de relacionamento que funcione para todas as pessoas. Há quem prefira a monogamia, quem tenha curiosidade por experiências pontuais e quem construa relações afetivas com mais de um parceiro. O essencial é que todas as escolhas sejam feitas entre adultos, com consentimento, honestidade e respeito”, conclui. A polêmica pode até começar com rumores sobre um cantor famoso, mas a discussão mais ampla passa longe de tentar adivinhar o que acontece entre quatro paredes. Fantasias não definem caráter, e formatos de relacionamento, por si só, não determinam se existe compromisso. O que faz diferença é a honestidade entre as pessoas — e o respeito aos limites de cada uma. O post Belo e suposto trisal: especialista explica o que separa fantasia de traição apareceu primeiro em OFuxico.