5 lançamentos para quem gosta de história: de Edgar Morin a Churchill; conheça livros
31 Dec, 2025
Na literatura de não ficção, lançamentos recentes revisitam grandes episódios históricos e seus personagens decisivos - alguns centrais e memoráveis; outros também essenciais, mas praticamente esquecidos. O Estadão selecionou cinco lançamentos para quem gosta de história, que vão do olhar sintético de Edgar Morin sobre a trajetória da humanidade ao retrato incisivo da trajetória de Winston Churchill em meio à Segunda Guerra. Outras obras resgatam o papel das mulheres na história brasileira. Confira: O filósofo, sociólogo e antropólogo francês Edgar Morin, de 104 anos, testemunhou os horrores da guerra e as crises econômicas dos séculos 20 e 21, além de ser estudioso de civilizações do passado mais remoto. Neste livro, Morin reúne lições da História, extraídas de sua experiência, que permitem entender o passado e construir o futuro. A partir de uma reflexão profunda e pessoal, o autor condensa, em cerca de 100 páginas, a jornada da humanidade desde a Antiguidade até os dias atuais. Com 26 anos, Joel Silveira foi enviado pelos Diários Associados para cobrir a Segunda Guerra Mundial na Europa. Entre 1944 e 1945, acompanhou a atuação dos brasileiros até a rendição alemã. Escrito como um diário de bordo, o livro, que ganha nova edição, retrata o cotidiano do conflito, a brutalidade e as contradições. O autor registra momentos de medo e de horror, mas também de heroísmo e solidariedade, em uma narrativa sobre o perigoso trabalho de apuração considerada um clássico do jornalismo literário brasileiro. O jornalista e historiador Max Hastings constrói um retrato vívido e crítico de Winston Churchill, político de formação militar e de família aristocrata, a partir de sua chegada ao cargo de primeiro-ministro, em maio de 1940, no momento mais sombrio da história britânica. A biografia acompanha o líder até o fim da Guerra: em seu auge, quando impediu o colapso do país diante de uma derrota que parecia inevitável, e também em seu declínio de influência. Hastings expõe erros estratégicos, disputas internas e fragilidades políticas, ao mesmo tempo que destaca a confiança pública que ajudou Churchill a sustentar a Grã-Bretanha durante a guerra. Chegada ao Rio de Janeiro, vinda de Viena, em 1817, a imperatriz Leopoldina trouxe consigo naturalistas, diplomatas e artistas austríacos e bávaros para registrar a terra brasileira. Ela teve importante atuação na independência do País, apesar de uma vida pessoal marcada por sofrimento e morte precoce, aos 29 anos. Neste livro, Wagner narra, com rigor histórico e suspense, as intrigas palacianas, expedições científicas, encontros com povos indígenas e a exploração das riquezas naturais, conduzindo o leitor por um período decisivo da formação do Brasil. A jornalista une pesquisa histórica e ilustração para reposicionar figuras femininas no centro da narrativa pernambucana desde o século 16. Em busca de ampliar o debate sobre memória, representatividade e apagamentos na história brasileira, a obra foi organizada como um dicionário para consulta. O livro reúne 40 mulheres: de figuras conhecidas, como Branca Dias, Dandara e Lia de Itamaracá, a outras esquecidas pela historiografia tradicional. O projeto foi publicado através do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura) e está disponível para baixar gratuitamente.