Integração entre redes móveis e satelitais é desafio do setor, aponta executivo da Hughes

admin
4 Nov, 2026
Raffael Malta, head de pré-vendas da Hughes, considera que o maior desafio para integrar e consolidar diferentes camadas de conectividade via satélite e redes móveis é unificar o gerenciamento dessas redes, sem a necessidade de equipamentos externos. Durante o Roadshow Embrapii, realizado nesta terça-feira, 3, em Campinas (SP), o executivo apontou que as plataformas multi-órbita (GEO, MEO e LEO) ainda operam de forma independente. Para ele, a próxima geração de conectividade começará a superar essa fragmentação, uma vez que já incorpora tecnologias baseadas no padrão 3GPP. Recentemente, a Vivo anunciou parceria com a Starlink no D2D (Direct-to-Device). Fábio Alencar, vice-presidente da SES, lembrou que, historicamente, o setor de telecomunicações dissociou a tecnologia satelital da móvel, mas com o padrão 5G e a evolução para 6G via 3GPP, ele acredita que o mercado tende a desenvolver uma integração transparente para o cliente. Embora considerem positivo esse movimento de integração, Alencar e Malta defendem que o satélite deve ter um papel complementar às redes móveis e à fibra óptica, especialmente em regiões mais densamente povoadas, onde essas infraestruturas já estão disponíveis. Essa lógica também se aplica às redes privativas, frequentemente utilizadas por empresas com operações críticas, como a Vale. A mineradora migrou do Wi-Fi e do WiMAX para redes móveis dedicadas para viabilizar a operação de seus caminhões autônomos. Atualmente, a empresa conta com 13 núcleos de rede distribuídos em 200 sites. Segundo Bruno Jesus, arquiteto de infraestrutura e conectividade da Vale, a companhia ainda enfrenta desafios nessa área, especialmente em unidades da região Norte, onde a cobertura de sinal é limitada. Por essa razão, a mineradora adotou antenas LEO instaladas em células sobre rodas (COWs, na sigla em inglês), além de soluções de conectividade embarcada para dar suporte às operações.