Foragida no Brasil, Zambelli arrecada R$ 62 mil para ficar na Itália

admin
5 Nov, 2026
Resumo A ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) arrecadou 10.230 euros, cerca de R$ 62.760,75, por meio de uma vaquinha online, para conseguir se manter na Itália. A meta são 12 mil euros. Entenda o caso Carla Zambelli está na Itália desde junho de 2025, quando fugiu para o país. Com dupla cidadania italiana e brasileira, a ex-deputada saiu do Brasil depois de ser condenada a dez anos de prisão por falsidade ideológica e invasão do sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Os 12 mil euros seriam para que ela conseguisse continuar na Itália. Em julho de 2025, ela foi presa após seu nome ser incluído na lista vermelha de procurados da Interpol e ficou 10 meses no presídio feminino de Rebibbia, em Roma. Zambelli deixou a prisão em maio deste ano, após a Suprema Corte da Itália anular decisões de instâncias inferiores. O governo italiano rejeitou o pedido de extradição do Brasil no processo sobre o mandado falso expedido com o hacker Walter Delgatti Neto. A vaquinha na plataforma GoFundMe foi criada quatro meses atrás, mas Zambelli voltou a pedir doações esta semana. O novo pedido de aconteceu depois que a ex-deputada teve cancelada uma comunidade com vídeos sobre sua rotina na Itália, em que o acesso custava R$ 50 por pessoa. Os inscritos receberam reembolso, segundo ela. Na página de doações, Zambelli afirma temer bloqueios judiciais promovidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Ela diz que suas contas foram bloqueadas antes do período de dez meses em que ficou detida. Em vídeo, Zambelli afirma que não consegue abrir uma conta bancária nem obter emprego na Itália. Ela também disse que não tem medo de trabalhar e que já limpou banheiros. A ex-parlamentar informou ainda que prepara um livro sobre os episódios que viveu. "Também estou escrevendo um livro sobre tudo o que aconteceu e contar nele, assuntos que vocês não sabem que aconteceu", disse. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.