Trio é acusado de usar IA para roubar US$ 129 milhões de empresas
6 Nov, 2026
Resumo Três pessoas foram acusadas nos EUA de usar inteligência artificial para se passar por executivos e advogados e desviar cerca de US$ 129 milhões de empresas. A AP informou que a denúncia foi apresentada em um tribunal federal de Nova York. O que aconteceu Jacob Soall, de 41 anos, Sharon Hazan, de 54, e Guy Sheetrit, de 42, respondem por fraude eletrônica e roubo de identidade agravado. A acusação também inclui lavagem de dinheiro, informou a Promotoria Federal do Distrito Sul de Nova York nesta quinta-feira (5). O grupo teria mirado milhares de companhias no mundo durante mais de um ano e meio. Entre as vítimas, há redes hospitalares nos estados de Missouri e Califórnia, um banco em Rhode Island e uma empresa financeira do Reino Unido. Os acusados enviavam e-mails que pareciam ter sido escritos pelo presidente-executivo das empresas. Nas mensagens, pediam ajuda para uma operação financeira confidencial, de acordo com documentos judiciais. O esquema incluía ligações por telefone ou vídeo com vozes e, em alguns casos, imagens falsas dos executivos. Depois, os funcionários eram orientados a procurar um advogado de grande escritório, que também seria falsamente representado pelo grupo. Como o dinheiro era transferido Os falsos advogados instruíam as vítimas a enviar grandes pagamentos para contas bancárias em vários países. Os recursos eram convertidos em criptomoedas para tentar ocultar a origem e depois distribuídos aos envolvidos, segundo os documentos. Soall é acusado de se passar principalmente por advogados britânicos e de usar um roteiro manuscrito intitulado "Ligação de advogado". Hazan já havia sido condenada em Nova York, em 2008, por conspiração para cometer fraude bancária. Os três foram presos entre junho e setembro. Cada acusação prevê pena máxima de 20 anos de prisão, exceto a de roubo de identidade agravado, cuja pena é de dois anos. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.