Eleições MT: Comissão Eleitoral do Corinthians aceita candidatura de Sergio Janikian à presidência
7 Nov, 2026
Eleições MT: Comissão Eleitoral do Corinthians aceita candidatura de Sergio Janikian à presidência A candidatura de Sergio Janikian à presidência do Corinthians para o pleito visando o triênio de 2027 a 2029 foi confirmada. Nesta sexta-feira, a Comissão Eleitoral do clube do Parque São Jorge acolheu o pedido de reconsideração da inscrição da chapa “Corinthians de Verdade (05)”, liderada por Janikian, que tem Antonio Jorge Rachid Junior como primeiro vice-presidente e Simone Martins dos Anjos como segunda vice-presidente. Inicialmente, a inscrição havia sido indeferida pela Comissão Eleitoral, presidida por Dalton Gioia e composta também por Edson Geanelli, Marcelo Pestana, Paulo Antônio Couto e Paulino Neto. A decisão teve como fundamento uma condenação em segunda instância por crime contra a ordem tributária, considerada impeditiva com base na Lei Geral do Esporte (LGE). Em outubro, porém, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) anulou o julgamento virtual que havia resultado na condenação e determinou que as apelações fossem novamente analisadas, desta vez em sessão presencial. A decisão não representou uma absolvição de Janikian, mas retirou os efeitos do julgamento condenatório anterior e foi apresentada pela chapa como fundamento para o pedido de reconsideração. Segundo o documento da Comissão Eleitoral, ao qual o Meu Timão teve acesso, a inscrição foi deferida com ressalvas. Caso um novo julgamento ocorra antes das eleições, marcadas para 28 de novembro, e Janikian seja novamente condenado, a chapa deverá ser excluída do pleito e não poderá constar na cédula de votação. O documento também prevê o cenário de uma eventual condenação após as eleições. Caso Janikian vença o pleito e seja novamente condenado antes da posse, a recomendação é que Romeu Tuma Júnior, na condição de presidente do Conselho Deliberativo (CD), ou o novo mandatário após o pleito, convoque o órgão para deliberar sobre o caso. Essa sugestão foi mencionada, pois não existe uma previsão estatutária específica para uma situação em que um candidato eleito fique legalmente impedido de assumir o cargo por alguma condenação. Nesse cenário, caberia ao Conselho Deliberativo analisar e decidir sobre o caso, conforme as disposições do Estatuto do Corinthians. Por fim, os associados do clube terão o prazo de até 24 horas, contados a partir do momento em que a decisão for exposta no mural do Parque São Jorge, para apresentar as eventuais impugnações à candidatura. Em caso de solicitação, a defesa da chapa de Janikian terá mais 24 horas para enviar um novo recurso. A análise do recurso de Sergio Janikian Em seis das oito páginas do documento, a Comissão Eleitoral detalhou o procedimento envolvendo a inscrição da chapa “Corinthians de Verdade (05)” e explicou os motivos que levaram ao indeferimento inicial. Segundo o documento, a decisão foi baseada na condenação em segunda instância de Sérgio Janikian por crime contra a ordem tributária, considerada impeditiva com base no artigo 65 da Lei Geral do Esporte (LGE). A Comissão também relatou que, durante o processo de inscrição, a chapa foi notificada para prestar esclarecimentos sobre informações divulgadas pela imprensa a respeito da condenação do candidato. No entanto, segundo o documento, os representantes optaram por não apresentar uma resposta naquele momento. A defesa teria alegado que o questionamento não especificava qual processo estava sendo mencionado e preferiu deixar o assunto para uma possível impugnação posterior. Diante da falta de esclarecimentos, a Comissão acionou os departamentos de compliance e jurídico do clube para confirmar as informações. O documento também traz críticas à postura de Janikian após o indeferimento. Em entrevista à Rádio Bandeirantes, o candidato atribuiu a decisão ao “sistema” e citou o presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, e o presidente da Comissão Eleitoral, Dalton Gioia. O colegiado considerou a postura inadequada e afirmou que, em vez de apresentar esclarecimentos e defender sua candidatura, Janikian preferiu responsabilizar aqueles que, segundo a Comissão, apenas cumpriam o dever de observar o Estatuto e a legislação vigente. O documento ainda recomendou “cautela, respeito e equilíbrio emocional”, ressaltando a responsabilidade de quem pretende administrar o clube. Já no pedido de reconsideração, a chapa apresentou novos elementos e reconheceu a existência da condenação, mas argumentou que o julgamento havia sido anulado pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC). De acordo com a defesa, a anulação ocorreu porque a condenação foi definida em julgamento virtual, apesar de ter sido solicitada uma sessão presencial. A Comissão, por sua vez, registrou que a decisão do TJ-SC ainda não havia sido publicada no Diário Oficial do Estado à época da negativa da inscrição, embora considerasse pública e notória a realização do novo julgamento. Ao analisar o pedido, o colegiado entendeu que o fato justificava a reconsideração do indeferimento e aceitou a inscrição da chapa, mas manteve as ressalvas citadas acima. Sem reconsiderações na disputa do Conselho Deliberativo Além da reconsideração da candidatura à presidência, a Comissão Eleitoral também avaliou os pedidos relacionados à disputa pelo Conselho Deliberativo. Como soube o Meu Timão, nenhum dos recursos foi acolhido ou algumas das próprias chapas deixaram de apresentar defesa. Com isso, as chapas “Paixão Corinthiana (55)”, “Tamos Juntos (44)”, “São Jorge (77)” e “Valores Corinthianos (83)” seguem fora da disputa eleitoral. De acordo com o Estatuto do Corinthians, a distribuição das vagas no CD ocorre conforme a votação obtida por cada chapa. As oito mais votadas garantem 25 cadeiras efetivas cada, totalizando 200 conselheiros titulares. Já a nona e a décima colocadas ficam com as vagas de suplentes, que somam outras 50 cadeiras Análise dos pedidos de impugnação Ainda no cenário político, também serão analisados os pedidos de impugnação das candidaturas à presidência e ao Conselho Deliberativo. Na disputa pelo principal cargo do clube, foram registrados três pedidos: dois contra a chapa “Transforma Corinthians (07), encabeçada por André Castro, que tem Everton Dumbrovsky como primeiro vice-presidente e Luiz Soares dos Santos como segundo vice, e um contra a chapa “Todos os Dias pelo Corinthians (01)”, liderada por Rozallah Santoro, com Joaquim Arruda como primeiro vice-presidente e José Mansur como segundo vice. Na disputa pelo CD, as contestações envolvem as chapas Acelera Corinthians (17)”, “Fiéis Mosqueteiros (11)”, “Tradição Corinthiana (15)” e “Corinthiano Obsessivo (28)”. Os representantes das chapas questionadas tiveram o prazo de 24 horas para apresentar defesa aos pedidos de impugnação formulados pelos associados. Após o recebimento das manifestações, os casos serão analisados e decididos pelo presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, ao longo do final de semana, como soube o Meu Timão.