Herói em mata-matas, Carlos Miguel mira nova decisão no Palmeiras
7 Nov, 2026
Ao completar um ano como titular do Palmeiras, em outubro, Carlos Miguel se transformou em uma das peças mais importantes do elenco de Abel Ferreira, sobretudo em mata-matas. Afinal, o goleiro foi fundamental para levar a equipe à decisão da Libertadores e agora está pronto para ajudar no duelo com o Vasco, pela semifinal da Copa do Brasil. Neste domingo (8), em São Januário, o Alviverde necessita apenas de um empate para se garantir na final. Entretanto, enfrentou configurações semelhantes diante de LDU e Fluminense, no torneio continental, e não conseguiu segurar ou ampliar a vantagem, tendo que definir a vaga nos pênaltis. + Leia mais: Jhon Arias é convocado, e Palmeiras já perde quatro jogadores na Data Fifa Foi nesse contexto que o arqueiro se destacou e se consolidou como titular absoluto. Em Quito, depois de um triunfo por 1 a 0, no Nubank Parque, o Alviverde conseguiu ficar à frente duas vezes, mas sofreu dois gols nos minutos finais, o que encaminhou para as penalidades máximas. O camisa 1, então, defendeu duas cobranças (Lucas Rodríguez e Segovia) e teve uma noite de herói na altitude. Na fase seguinte, o goleiro voltou a ser decisivo diante do Fluminense. Após a vitória por 2 a 1 em pleno Maracanã, o Palmeiras não sustentou a vantagem em casa e sofreu o gol de Hércules na reta final da partida. No entanto, na decisão por pênaltis, Carlos Miguel defendeu a cobrança de Nonato e assegurou o time na final. Mudança de patamar no elenco Com 2,04 metros de altura, o goleiro tem se destacado com saídas de bola seguras e boa impulsão. O jogador, então, deixou de lado as falhas em alguns momentos da temporada, como nos duelos com o Atlético-MG e o Cerro Porteño, para esbanjar mais segurança e personalidade, sobretudo no fundamento dos pênaltis. Contratado por cinco milhões de euros (cerca de R$ 34 milhões na época), o arqueiro demonstra boa reação e velocidade em lances à queima-roupa, assim como força no jogo aéreo. Agora, conseguiu deixar para trás o desafio de substituir Weverton, que tem uma rica história no clube, e mostrar credenciais para ser decisivo. “Falta muito para eu colocar meu nome na história do Palmeiras. Vamos aos poucos (desejo de construir e colocar o nome na história), pois sei que o trabalho está sendo feito. Não só meu, mas de todos os profissionais que trabalham no dia a dia. Se Deus quiser, iremos batalhar e coisas grandes estão por vir”, disse pós a classificação diante do Fluminense. "Muita alegria pelo meu momento, tenho só de agradecer aos profissionais do clube que me mostram o caminho para eu poder ajudar a equipe. Graças a Deus, estou conseguindo. É manter os pés no chão. É o primeiro ano e teremos muitos ainda para manter esse mesmo nível, essa mesma pegada. Chegar ao final do ano na briga por essas três competições é muito importante, muito difícil. Queremos manter essa hegemonia do Palmeiras por muitos anos e espero poder ajudar por muito tempo também", afirmou.