Meta suspende novas regras de coleta de conteúdo após pressão
7 Nov, 2026
As novas regras comerciais da Meta, que poderiam permitir a coleta de conteúdo de sites de usuários de contas comerciais, estão suspensas por tempo indeterminado, informou a empresa ao Nieman Lab. O que se sabe A decisão foi anunciada na quinta-feira (5), após semanas de pressão de veículos de comunicação, autoridades e representantes do setor editorial. A empresa diz que interrompeu as mudanças enquanto mantém conversas com as partes interessadas. As alterações não entrarão em vigor em 20 de novembro, como previsto, e os termos atuais continuam válidos. A Meta não apresentou uma nova data e retirou do ar a página que mostrava uma prévia das condições. A suspensão abrange os termos comerciais, de catálogo de produtos, de anúncios de autosserviço e de inteligência artificial generativa para criação de anúncios. A empresa também publicou uma atualização na central de ajuda para negócios. As regras deveriam entrar em vigor inicialmente em 30 de outubro, mas a Meta adiou a data após a repercussão negativa. Em 28 de outubro, o vice-presidente de comunicação da empresa, Andy Stone, disse que a companhia consultaria editoras e representantes do setor. Reação em diferentes países Tribunais do Brasil e da Noruega concederam decisões liminares para impedir a entrada em vigor dos termos. As decisões vieram após ações de organizações de mídia nos dois países. No Reino Unido, a Autoridade de Concorrência e Mercados (CMA, na sigla em inglês) abriu investigação sobre as condições propostas pela Meta. O órgão avalia se a empresa estaria abusando de sua posição dominante ao impor condições consideradas exploratórias a editoras e anunciantes. Nos Estados Unidos, parlamentares dos dois principais partidos também questionaram a proposta. No fim de outubro, os senadores Adam Schiff, democrata da Califórnia, e Marsha Blackburn, republicana do Tennessee, pediram ao presidente-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, a retirada dos termos. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.