Cinco regiões da Ucrânia ficam sem energia após ataques da Rússia
7 Nov, 2026
A Ucrânia acusou a Rússia neste sábado (7) de ter realizado um ataque "massivo" contra a infraestrutura energética do país, o que provocou cortes de energia em cinco regiões, às vésperas de mais um inverno rigoroso. Nas redes sociais, o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, afirmou que Moscou utilizou 36 mísseis balísticos e 172 drones para executar a ofensiva. LEIA MAIS: Santiago Peña é preso após impeachment no Paraguai Segundo Zelensky, pelo menos nove pessoas ficaram feridas, incluindo uma criança, durante ataques "combinados" contra o setor energético, que atingiram cerca de dez regiões do país. "Durante a noite, o inimigo lançou um ataque massivo contra várias instalações energéticas na Ucrânia. Como resultado, consumidores nas regiões de Dnipropetrovsk, Donetsk, Kiev, Jytomyr e Kharkiv encontram-se, no momento, sem eletricidade", informou o Ministério da Energia da Ucrânia em um comunicado. O texto não especifica quantas residências foram afetadas. Os ataques causaram danos significativos a "inúmeras instalações energéticas" na região da capital, o que prejudica "consideravelmente" o fornecimento de eletricidade para Kiev e seus arredores, detalha o comunicado. As equipes no local tentam resolver a situação, mas seu trabalho "é retardado pelos constantes alertas aéreos", acrescenta. Zelensky ironizou, dizendo que esses bombardeios eram a forma como a Rússia "prepara" o encontro trilateral previsto para os dias 10 e 11 de novembro, em Abu Dhabi, entre enviados de Kiev, Washington e Moscou, com o objetivo de impulsionar as negociações, travadas desde fevereiro devido à guerra no Oriente Médio. A última reunião desse tipo ocorreu em meados de fevereiro, em Genebra, sem avanços rumo a uma solução para o conflito. Atualmente, a Rússia controla cerca de um quinto do território de seu vizinho: a península da Crimeia, anexada em 2014; a maior parte das regiões orientais de Donetsk e Luhansk, conhecidas coletivamente como Donbass; e amplas áreas das regiões meridionais de Zaporizhzhia e Kherson. Moscou exige a retirada completa do exército ucraniano de Donetsk, uma condição que Kiev rejeita, por considerar que isso deixaria o país exposto a novos ataques russos. O presidente ucraniano afirmou que conta com o governo e o Congresso dos Estados Unidos "para que prestem mais atenção à Ucrânia". "Porque a Rússia intensifica seus ataques sem parar", denunciou. Mais cedo, na manhã deste sábado, o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, afirmou que os ataques noturnos russos danificaram também uma ponte importante, além de infraestruturas energéticas. "A situação do fornecimento de energia na capital é extremamente complicada. Isso afeta o funcionamento dos sistemas de aquecimento e de abastecimento de água da cidade", declarou Klitschko no Telegram. Ele acrescentou que a Ponte Norte, que cruza o rio Dnieper, sofreu danos, o que bloqueia o tráfego. Essa ponte já havia sido atacada em outubro, o que levou as autoridades a instalar redes antidrones para tentar protegê-la. A Ucrânia teme reviver o cenário do inverno passado, quando a Rússia bombardeou as instalações energéticas do país, deixando milhões de lares sem aquecimento nem eletricidade.