Gastos eleitorais com Meta batem recorde em segunda eleição sem anúncios no Google

admin
8 Nov, 2026
A Meta foi a maior destinatária das despesas das campanhas nas eleições de 2026. Foram R$ 520,9 milhões, patamar 33,6% maior do que os R$ 389,9 milhões das quatro eleições anteriores somadas. Em dinheiro, a diferença é de R$ 130,9 milhões. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e revelam um crescimento nos investimentos em impulsionamento na segunda eleição sem a participação do Google. A big tech interrompeu a veiculação de anúncios político-eleitorais em 2024 e manteve a proibição nas eleições de 2026. O foco das candidaturas nas redes sociais ainda permanece mesmo quando os valores são corrigidos pela inflação. Aplicando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) com base em setembro de 2026, temos um valor real de R$ 460,98 milhões, uma diferença de 13% ou R$ 59,9 milhões. O principal investidor em impulsionamentos foi o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Sua campanha à Presidência aplicou R$ 18,5 milhões nas duas plataformas, pouco mais da metade (52,9%) de todas as despesas com Facebook e Instagram nas eleições de 2018 corrigidas pela inflação. Nas eleições de 2022, a campanha de Jair Bolsonaro (PL) também liderou o ranking de gastos com Facebook e Instagram, com R$ 5,18 milhões. O patamar praticamente triplicou, com um aumento de 197,4%, considerando a inflação. Google Do outro lado, o presidente Lula (PT) gastou R$ 13,5 milhões, o que corresponde a 38,6% da soma das eleições de 2018 corrigida pelo IPCA. Os dados apontam despesas com Instagram e Facebook bem menores em 2022, de R$ 1,8 milhão, mas revelam um investimento de R$ 22,9 milhões em anúncios no Google. Mesmo assim, Bolsonaro também liderou em despesas com o Google, com R$ 27,8 milhões. De 2018 a 2022, o faturamento do Google com as campanhas somou R$ 140,94 milhões em valores nominais, cerca de R$ 172,9 milhões corrigidos pela inflação. O montante também apresenta forte concentração. O total de 2022 representa 89,7% do total nas três eleições analisadas, com um aumento de quase 17 vezes em relação a 2020. Naquele ano, Facebook e Google ficaram praticamente empatados no ranking de fornecedores.