O que é a doença do beijo? Causas, sintomas e tratamento
3 Jan, 2026
A chamada doença do beijo desperta curiosidade principalmente entre adolescentes e jovens adultos. O nome popular se refere à maneira mais comum de transmissão. No entanto, o quadro vai além do beijo em si. Essa infecção viral atinge o organismo de forma sistêmica e costuma causar grande cansaço. Na prática, a doença do beijo corresponde à mononucleose infecciosa. Esse problema de saúde é causado, em grande parte, pelo vírus Epstein-Barr. A infecção afeta o sistema linfático e o sistema imunológico. Por isso, provoca sintomas em diferentes partes do corpo. A mononucleose infecciosa recebe esse apelido porque se espalha, sobretudo, pela saliva. Assim, o beijo se torna uma via frequente de contágio. Contudo, a transmissão também ocorre por meio de copos, talheres, escovas de dente ou qualquer objeto que tenha contato com secreções orais. O vírus Epstein-Barr integra a família dos herpesvírus. Ele entra no corpo pela mucosa da boca ou da garganta. Em seguida, alcança os linfonodos, o sangue e alguns órgãos, como fígado e baço. A infecção costuma se manifestar apenas uma vez. Mesmo assim, o vírus permanece no organismo, em estado latente, por tempo indeterminado. A causa mais frequente da doença do beijo é o contato com saliva contaminada. O Epstein-Barr passa de uma pessoa para outra durante o beijo. Porém, o simples ato de compartilhar uma garrafa também oferece risco. Em ambientes fechados, a chance de disseminação aumenta, especialmente em festas, repúblicas estudantis e escolas. Alguns fatores favorecem a transmissão da mononucleose. O contato íntimo com muitas pessoas, por exemplo, eleva a probabilidade de exposição ao vírus. Além disso, indivíduos com imunidade baixa podem ter maior dificuldade para controlar a infecção. Crianças pequenas também podem adquirir o vírus, geralmente de forma assintomática, por meio de familiares. Em muitos casos, a pessoa infectada nem sabe que carrega o Epstein-Barr. Ela pode não apresentar sintomas, mas ainda assim eliminar partículas virais na saliva. Dessa forma, mantém a cadeia de contágio ativa. Essa característica torna o controle da doença mais complexo. Os primeiros sinais da mononucleose lembram um resfriado forte. A febre surge com frequência. A dor de garganta fica intensa e constante. A pessoa relata sensação de mal-estar generalizado. Em muitos quadros, o incômodo na garganta leva à busca por atendimento médico. Além disso, aparecem outros sintomas típicos: O cansaço costuma chamar atenção, porque permanece mesmo após uma boa noite de sono. Por vezes, o desconforto na garganta impede a alimentação adequada. Em quadros mais intensos, a pessoa pode apresentar aumento do fígado e icterícia leve, com coloração amarelada na pele e nos olhos. O diagnóstico da doença do beijo começa com a avaliação clínica. O profissional de saúde observa os linfonodos, examina a garganta e verifica a presença de febre. Em seguida, solicita exames de sangue específicos. Esses testes identificam alterações nas células de defesa e a presença de anticorpos contra o vírus Epstein-Barr. Outras infecções podem provocar sintomas parecidos. Gripes mais fortes, faringites bacterianas ou infecções por citomegalovírus entram na lista. Por isso, o diagnóstico laboratorial ajuda a diferenciar a mononucleose de outras doenças. Em situações particulares, exames de imagem avaliam o tamanho do baço e do fígado. O tratamento da mononucleose infecciosa se baseia em medidas de suporte. Não existe medicamento específico que elimine o vírus. Dessa maneira, o organismo assume o papel principal na recuperação. O objetivo é aliviar os sintomas e prevenir complicações durante o processo. Entre as recomendações mais frequentes, destacam-se: Essa última orientação tem um motivo específico. Em alguns casos, o baço aumenta de tamanho. Atividades de contato ou esportes de colisão podem provocar ruptura desse órgão, o que representa emergência médica. Por essa razão, recomenda-se afastamento temporário de práticas esportivas mais intensas. A pessoa com mononucleose pode transmitir o vírus por várias semanas. O período de incubação costuma variar de quatro a seis semanas. Durante esse intervalo, o Epstein-Barr se replica no organismo sem provocar sintomas evidentes. Quando a febre e a dor de garganta surgem, a eliminação viral já se encontra em andamento. Mesmo após a melhora clínica, a saliva pode continuar carregando o vírus por algum tempo. Em certos casos, essa eliminação se prolonga por meses. No entanto, a carga viral tende a diminuir progressivamente. Ao longo da vida, o organismo mantém o vírus em estado de latência. Eventuais reativações costumam ocorrer de forma silenciosa, sem sintomas relevantes. Não existe vacina amplamente disponível contra o vírus Epstein-Barr até o momento. Por isso, a prevenção da doença do beijo se concentra em hábitos simples. O compartilhamento de copos, talheres e objetos de uso pessoal aumenta o risco de transmissão. A atenção a esses detalhes ajuda a reduzir a circulação da mononucleose. Algumas medidas práticas podem auxiliar: A informação correta sobre a doença do beijo contribui para decisões mais conscientes. Embora a maioria dos casos evolua bem, o acompanhamento adequado reduz o risco de complicações. Dessa maneira, a pessoa consegue atravessar o período de doença com mais segurança e organização da rotina.