Trump publica primeira foto de Maduro depois de operação dos EUA na Venezuela
3 Jan, 2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, postou a primeira foto de Nicolás Maduro após o líder venezuelano ser capturado durante a operação militar norte-americana no país sul-americano , na madrugada deste sábado (3). "Nicolás Maduro a bordo do USS Iwo Jima", afirmou o republicano na legenda, em publicação na rede Truth Social. O USS Iwo Jima é um navio de assalto da Marinha dos EUA. Na foto, Maduro está com óculos de proteção e ouvidos tapados, vestindo agasalhos cinzas e segurando uma garrafa de água, aparentemente ao lado de um militar norte-americano. Ataques em diferentes regiões Trump anunciou a captura de Maduro e sua mulher, a primeira-dama Cilia Flores. Vídeos mostram fortes explosões que ocorreram na capital venezuelana, Caracas, por volta das 2h locais e que fizeram, inclusive, janelas tremerem em muitos bairros. Além disso, estrondos foram registrados em outras áreas do país. As detonações continuaram em Caracas por cerca de uma hora, ao mesmo tempo em que moradores ouviram um som que parecia ser o sobrevoo de aeronaves, conforme relatos. Várias regiões do país ficaram sem eletricidade por causa dos ataques. Ainda não há balanço de vítimas da operação. Conflito O anúncio do presidente dos EUA ocorre após meses de pressão militar e econômica cada vez maior por parte dos norte-americanos sobre Maduro e a Venezuela, dependente da exportação de petróleo, recurso do qual possui as maiores reservas do mundo. Trump disse em dezembro que o mais "inteligente" seria que Maduro renunciasse e, posteriormente, afirmou que os dias no poder do líder venezuelano estavam "contados". A captura do presidente da Venezuela ocorre ainda dois dias depois dele ter tentado iniciar conversas entre ambos, oferecendo cooperação no combate ao tráfico de drogas e à migração ilegal. Trump apresentou diferentes argumentos para justificar sua campanha contra a Venezuela, entre eles a afirmação de que o país é um importante exportador de narcóticos para os Estados Unidos e de que a Venezuela se apropriou de interesses petrolíferos americanos. O republicano não pediu explicitamente a destituição de Maduro, mas o governo dos Estados Unidos, junto com muitos países europeus, não reconhecia sua legitimidade após sua contestada reeleição em 2024. Nos últimos meses, Washington deslocou uma enorme presença naval e aérea no Caribe, incluindo o porta-aviões USS Gerald R. Ford e outros navios de combate. As forças americanas apreenderam dois petroleiros no mar como parte de um bloqueio petrolífero à Venezuela e mataram mais de 100 pessoas em ataques aéreos para destruir embarcações acusadas de tráfico de drogas. Trump disse aos jornalistas, na última segunda-feira (29), que os Estados Unidos haviam atacado e destruído uma área de atracação de supostas lanchas do narcotráfico , no que foi considerado o primeiro ataque em solo venezuelano da campanha. * Com informações da AFP