Venezuelanos em Boa Vista ocupam praça e comemoram prisão de Maduro

admin
4 Jan, 2026
– Centenas de migrantes da Venezuela se reúnem, desde o início da noite desse sábado (3/1), na praça do Centro Cívico de Boa Vista (RR) para comemorar a . O clima na praça, que reúne os três Poderes da capital de Roraima, é de final de Copa do Mundo. Além de queima de fogos, carros com a frase “Venezuela Libre” escrita nos vidros tocam música típica do país vizinho. Em meio ao ato, um veículo chegou a erguer a bandeira dos Estados Unidos. Exibindo, com orgulho, bandeiras venezuelanas, famílias inteiras bebem, dançam e comemoram em comemoração que já entra na madrugada de domingo (4/1). Morando há nove anos em Boa Vista, a venezuelana Francis Narvaez, de 42 anos, compareceu ao ato acompanhada das quatro filhas adolescentes. “São muitos sentimentos. Felicidade e tristeza. Mas hoje é felicidade com nosso país livre”, afirmou. Ela diz que pretende retornar à Venezuela, embora ainda sem data definida. “O primeiro passo foi a saída de Maduro. Já é uma vitória.” 3 imagens Fechar modal. 1 de 3 Natália Fuhrmann 2 de 3 Natália Fuhrmann 3 de 3 Natália Fuhrmann A Polícia Militar de Roraima (PMRR) e o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) atuaram na segurança da área. Segundo os órgãos, a manifestação ocorreu de forma pacífica. Durante o ato, imigrantes venezuelanos ouvidos pelo avaliaram as críticas internacionais à ação militar dos Estados Unidos. “Eu nasci nessa ditadura do Maduro”, disse Yuven Cortez, de 25 anos. Para ela, a captura representa um marco simbólico. “É algo muito simples, mas muito significativo. Achamos super boa a prisão de Maduro”, afirmou, ao ser questionada sobre a reação negativa de parte da comunidade internacional. Apesar de especialistas em direito internacional apontarem que a ação militar dos EUA ocorreu em desrespeito a tratados de direitos humanos, além de colocar outras em alerta, os venezuelanos presentes no ato acreditam que a intervenção foi necessária. “Precisava de intervenção militar dos EUA. Ele não ia sair sozinho, nem com eleições”, avaliou David Alcalá, de 31 anos. No Brasil há quatro anos, Alcalá diz não ter expectativas de retornar ao país de origem em curto prazo. “Quando a Venezuela recuperar só um pouco da economia, mas agora agora não, vou ficar aqui no Brasil trabalhando”, concluiu Alcalá.